Livro “Meu padrasto é a maior viagem” em segunda edição

“Meu padrasto é a maior viagem”, livro de estreia da autora adolescente Melissa Mellvee, ganha uma segunda edição.

Já está disponível a pré-venda do romance, “Meu padrasto é a maior viagem”, livro de estreia da autora porto-alegrense Melissa Mellvee. Publicado pela editora Berserkir em 2021, o livro estava esgotado há mais de dois anos e estará pronto na primeira semana de agosto. Os leitores interessados na aventura de Ingrid, uma adolescente brasileira que embarca para Estocolmo com sua mãe e seu cachorro falante já podem reservar o seu exemplar através do perfil da editora, o @editoraberserkir (instagram).

O livro conta com mais de 200 páginas e custa R$40,00, podendo ser enviado para o Brasil inteiro.

Seguem alguns trechos da comédia infanto-juvenil:

“Fiquei viajando na maionese até vir uma aeromoça nos oferecer uns lanchinhos. Minha mãe pegou uma barrinha de cereal, e eu queria uma coisa mais pesada, tipo um risoto de camarão ou um carreteiro de charque, mas peguei uma também. A barrinha era cheia de sementes estranhas, era até azeda.

– Hum, é de comer rezando. – Falei.

– Gostou, filha? – Minha mãe perguntou.

–É de comer rezando para acabar. –

  Acrescentei, e ela riu.”

(…)

“– Oi, filha. Edvyn vai almoçar com a gente hoje. – Ela sorri.

– Olá. – Me atiro no puff ao lado do sofá.

– Ainda não trocou de roupa, Ingrid? – Edvyn ri.

Só agora me lembrei que estava usando o meu pijama de GALINHA! Sim, meu avô comprou para mim, em Porto Alegre, quando fomos ao shopping e

me apaixonei pelo Tip Top de galinha, principalmente pelo seu capuz engraçadinho. Nunca pensei em aparecer na frente do meu ídolo nesses

trajes. Quero sumir dentro desse puff.”

(…)

“Este passeio está me lembrando um outro que fiz com o meu avô, no Acampamento Farroupilha. Começou a chover, aquelas tempestades que só servem para nos assustar, mas aquilo não passava, e eu acabei me perdendo dele. Eu tinha cinco ou seis anos e estava apavorada. Até que eu o encontrei próximo a um senhor, ouvindo alguma história de caça e javalis. Saí correndo e o puxei, estava com tanta pressa de sair da chuva que nem olhei para o seu rosto, apenas saí correndo com ele até um piquete. Adivinhem quem eu encontrei lá, sentadinho comendo churrasco? O vovô, claro! Olhei desesperada para a pessoa que eu estava carregando, que era um outro senhor, da mesma altura, com uma camiseta igual à do meu vô! Larguei a mão do sujeito e corri até o meu verdadeiro avô. E o pior de tudo foi o comentário do avô impostor:

– Essa anã maluca me sequestrou!

Enfim, a conclusão que eu tirei foi: nunca vá ao Acampamento Farroupilha com um avô distraído que deixa a pobre netinha no temporal e vai comer churrasco. De preferência, vá em grupo.”

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