O livro Artes Surdas: Mãos, Lutas e (Re)Existências, publicado pela editora Mentes Abertas, oferece uma perspectiva marxista sobre a representação e valorização das mãos na arte, especialmente nas produções artísticas realizadas por pessoas surdas. Através de uma abordagem bakhtiniana – o prefácio, inclusive, foi escrito pela professora Beth Brait, uma referência nos estudos da análise dialógica do discurso na perspectiva bakhtiniana, relativa ao filósofo Bakhtin -, a obra examina como as mãos refletem e refratam a realidade no horizonte social dos seus autores, revelando uma infraestrutura de exclusão e segregação que conduziu os surdos a realizar atos responsáveis e humanizados.

Na texto, são abordados temas tais como as mãos como manifestação ideológica, expressando protesto, defesa e revolta, convidando o espectador a olhar para o mundo surdo; a marginalização e invisibilidade da arte surda, com os surdos refletindo por meio das mãos a opressão exercida pela classe ouvinte que explorou as expressões faciais e corporais surdas na arte; além de diálogo e reflexão, quanto ao olhar para as mãos surdas na arte que nos permite compreender a história desse povo, suas lutas, desejos e necessidades. Isso nos possibilita adotar atos responsáveis e humanizados perante a comunidade surda.
Artes Surdas: Mãos, Lutas e (Re)Existências é uma obra essencial para estudiosos, artistas, educadores e todos interessados na interseção entre arte, cultura e inclusão.
Sobre o autor:
O dr. Ronny Diógenes – @ronnydiogenes no Instagram – é professor de Libras do departamento de educação do Ceres-UFRN, especialista em estudos da arte e literatura surda sob um viés bakhtiniano, assim o seu trabalho oferece uma análise profunda e provocativa, convidando leitores a repensar suas crenças e a reconhecer a importância das mãos na construção da identidade surda.
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