“Mãe!” só há uma

De tempos em tempos o cinema nos traz gratas surpresas como essas, nos mostrando que não só de remakes e filmes Blockbusters ele vive. Dá para fazer um filme muito bom sem precisar insistir em uma veia comercial gasta e já beirando a morte. Muitas pessoas vão loucas ver esses filmes procurando coisas diferentes e sempre encontro o mesmo, mas não se forem ver Mãe!

Filme estrelado por Jennifer Lawrence, Javier Bardem, Michelle Pfeiffer, Ed Harris, Domhnall Gleeson e mais um monte de figurantes que vão te fazer transpirar de tanto nervoso. O filme conta a história de um casal, ele escritor e ela uma dona de casa que está focada em reformar o seu ambiente e depois disso que não posso e nem sei se consigo te contar mais alguma coisa desse incrível filme.

Mas a verdade é que ou você vai amar ou vai odiar esse filme, não dá para ter meio termo! No máximo você vai ficar tão chocada (o) que não vai saber ainda em qual posicionamento você se encaixa, mas ta tudo bem, leva um tempo mesmo.

Na verdade isso é ótimo, filmes que são verdadeiramente bons causam isso. Geram uma discussão infinita, diversos pontos de vistas e se tornam relevantes fora das quatro paredes escuras. Mas não é só por isso, o filme não é só mais uma história que você assiste. É uma verdadeira experiência e das fortes, daquelas que em uma determinada sequencia de cenas, dá a sensação que estamos igual Alex  DeLarge em Laranja Mecânica, de olhos esticados, hipnotizados com o que passa diante de nós.

Apesar do seu inicio parecer um pouco mais fantasioso, é perceptível que o filme é bem “pé no chão”, trazendo sentimentos e problemas até que bem dentro da nossa realidade e é por isso que quando você digere o filme (demora até um ou dois dias, não se cobre tanto), ele se torne tão genial. A sensação de entender esse filme é quase como ganhar na mega-sena.

Os planos da câmera fechados e concentrados na expressão travada de Jennifer, o nó na garganta que vemos ela segurar pelo amor ao seu marido e o seu desespero sem saber como reagir são sensações até que comuns, talvez por isso nos sentimos tão próximos do filme, mas um dos elementos que mais causam estranhamento e ansiedade é a câmera correndo para todos os cantos possíveis do cenário, é impulsiva, estressante e brilhante, tudo isso ao mesmo tempo, sem te deixar pensar muito, pois lá estão chegando mais mil cenas incomuns e perturbadoras para você digerir.

Aronofsky sabe o que quer e faz isso de forma muito competente, algo que já notávamos muito em seus outros filmes, principalmente em Cisne Negro (Mas se puder, também assista O Lutador – um verdadeiro drama sincero, bem longe do que vemos agora, mas também muito poderoso e único) e se você quer saber se o filme faz seu gosto ou não, já adianto: você se sentiu muito incomodado com aquela cena da “pelinha” sendo arrancada do dedo em Cisne Negro?

Não é a toa que o filme leve esse titulo. Funciona quase como um parto, mas o que assistimos são aqueles minutos que antecedem o nascimento, cheio de grito, dor, respiração profunda e a sensação de que aquilo vai ser eterno.

A verdade é que a trama é tão cheia de analogias, alegorias e coisas estranhas, que é difícil dizer alguma coisa sem correr o risco de soltar um spoiler do que na verdade todas aquelas gritarias e esquisitices querem dizer. Mas uma coisa eu posso te adiantar, se você não viu por medo ou por ter assistido o trailer e ter achado que se tratava de um filme de terror, fique “tranquilo”, o trailer não fala absolutamente nada da obra e não, não é de terror.

Aquela sábia frase, que volta e meia vira piada, que diz que “mãe só há uma” é bem real, pois você pode odiar esse filme, mas vai concordar: “Mãe!” só há uma mesmo.

Fonte de imagem

 

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