Os próximos livros a serem lidos

Depois do fim daquele livro que estamos lendo no momento, outros virão. Qual é o próximo da fila? Como escolher? Você já sabe antes ou define no momento de retirar algum da estante?

Os próximos livros a serem lidos estão sempre na mente do leitor. Há sempre muitos na lista, tendo-os ou não, já que essa pode ser concreta ou abstrata. Muitas vezes, ainda mesmo antes de terminar a leitura daquele livro que está em nossas mãos, nos damos por conta que já estamos pensando nos possíveis candidatos ao “próximo da lista”. De que modo você define o que virá a seguir?

Há quem tenha muitos livros em casa. Uma pilha de livros lidos e outra pilha daqueles que estão por ser. Nesse caso, a lista dos “próximos” pode ser estabelecida a partir daqueles livros que já se tem. Acaba, assim, sendo reduzida – por mais que se tenha vários. O leitor define o próximo com base naqueles que estão na estante aguardando serem lidos. Claro que essa lista nunca diminui – ou se mantém no mesmo nível, ou aumenta cada vez mais, independentemente da quantidade de livros que sejam lidos com o passar regular do tempo. O fator responsável por esse curioso fenômeno é bem conhecido por todo bom leitor: aquela compulsão por comprar sempre mais e mais livros, mesmo quando já se tem uma pilha grande de não lidos em casa. De todo modo, há quem prefira elencar como o próximo da lista algum desses livros que já possui.

Mas também é possível sonhar com livros próximos que ainda não temos. Pode ser que fiquemos sabendo que no próximo mês, por exemplo, o novo livro de um escritor que gostamos será lançado. Mentalmente, já programamos que aquele será o próximo livro a ser lido, por mais que não o tenhamos ainda fisicamente em mãos. Projeta-se que em até um mês, nesse caso, a atual leitura estará concluída, possibilitando que, em tempo, aquele lançamento seja adquirido e cumprida seja a promessa de lê-lo como sendo o próximo. Privilegia-se o novo em detrimento de alguns outros que acabam perdendo o posto de “próximo”.

Acabamos também elencando na categoria de “próximos” vários livros outros que não aqueles que já possuímos. Quantos livros você quer comprar, que ainda não adquiriu, mas mesmo assim arquiteta em sua mente que estes serão os lidos na sequência? Escritores famosos, autoras que você é fã, livros sobre os quais leu as resenhas e gostou, obras que lhe foram recomendadas e diversos outros fatores podem motivar a criar a sua lista de “próximos”. Cada um monta a sua como melhor achar que deve.

Há situações específicas que acabam por criar um contexto, um cenário, um ambiente que consequentemente orienta ou até mesmo determina essa lista de “próximos”. É o caso da faculdade, por exemplo. Se esse e aquele livro devem ser lidos em tal semestre para determinada matéria, certamente, caso se trate de um aluno que cumpra com o que dele se espera, esses livros estarão em sua lista. De igual modo, se no edital de um concurso constar uma obra em específico como referencial bibliográfico, o candidato a elencará como item componente de sua lista, certamente procedendo a leitura dessa durante o processo de estudo para a prova. São situações e situações, portanto, que acabam por incluir objetivamente alguns livros nas nossas listas.

Alguns livros vão parar nas listas também por mero acaso, ou ainda por qualquer razão despretensiosa. Imagine que você esteja lendo uma obra que faça menção, direta ou indireta, a algum outro livro. Isso pode ser o suficiente para que mais um nome seja incluído na sua lista. Também pode acontecer o mesmo quando você se depara com uma propaganda na internet, se atenda para uma referência num artigo que leu ou até mesmo vê a foto de algum livro que algum amigo seu tenha postado numa rede social qualquer. São várias as hipóteses em que a influência para que a lista aumente se faz presente.

Por ser dinâmica, dada a impossibilidade de se ter uma estática (temporariamente, talvez, mas nunca por muito tempo), a nossa lista de “próximos” livros a serem lidos vive também aumentando e diminuindo de tamanho. Como os fatores que influenciam ou determinam os nomes que nela figuram são sempre frequentes e diversos, acabamos reiteradamente por descumprir com as promessas (feitas para nós mesmos) sobre qual seria o livro seguinte a ser retirado da estante. Um novo livro recebe o privilégio de ter o contato com as mãos e os olhos do leitor, uma outra obra é contemplada para ter suas páginas viradas uma a uma. Mudam-se os livros, mudam-se as prioridades, mudam-se as ideias, muda-se a lista.

Todos temos uma lista de “próximos livros a serem lidos”, e as possibilidades de constituí-las são tantas que não caberiam numa lista. É assim que nos movemos enquanto leitores!


Fonte da imagem:

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