ESPECIAL DE HALLOWEEN: 27 pinturas que são a cara do Dia das Bruxas

Seres sobrenaturais povoam nosso imaginário desde que existimos, tanto de maneira individual, quanto em relação à história da humanidade. Bruxas, monstros, mortos-vivos, fantasmas e outras criaturas são criadas como personificações dos medos e inseguras inconscientes, além de ameaças e situações desconhecidas, porém, reais, redesenhadas pela imaginação humana. Vale comentar também da figura da bruxa como representação negativa da mulher desde a Antiguidade. A mulher livre e sua sexualidade sendo duramente condenadas. O sexo feminino ora santificado (Virgem Maria), ora demonizado (Bruxas, Eva).

A seleção de obras que separei aqui abrange diversos períodos, da Renascença aos dias atuais, porém não pretende ser uma lista exaustiva. Trata-se somente de pinturas – e duas gravuras – que aprecio e que de alguma forma me lembram do Dia das Bruxas, ou seja, a maior parte dos artistas, sobretudo os mais antigos, não tiveram alguma intenção de fazer referência à festa, que é comemorada da forma que conhecemos há não tanto tempo. Eles fazem alusão, ao contrário, à esses medos inconscientes e aos personagens e histórias que os representam.

Comecemos com o Bosch. A estranheza surrealista de suas obras, com cenas por vezes perturbadoras, o coloca no topo da minha lista.


Jerôme Bosch, detalhe da aba direita do tríptico O Jardim das delícias, 1503-1504.


Michael Wolgemut, Dança Macabra.
A dança macabra, ou seja, esqueletos dançando entre eles ou com seres humanos, foi frequentemente representada à partir do século XIV, devido às novas concepções da morte e ao medo desta em uma Europa assolada pela peste negra.
Walt Disney usou o motivo para criar uma pequena animação divertida na qual esqueletos dançam.


Hans Baldung Grien, A donzela e a morte.
Imagem também bastante frequente no final da Idade Média, representa a morte como um esqueleto perto de uma jovem mulher para lembra-la de que a beleza e as vaidades humanas são efêmeras.


Hans Baldung Grien


Johann Heinrich Füssli, As três bruxas, 1783.
Aqui, Füssli representa as três bruxas de Macbeth, peça de Shakespeare. Notem que bruxas sempre aparecem em trio, esse número sendo extremamente símbolo. Também não podemos deixar de lembrar das Parcas, ou Moiras, da mitologia greco-romana, as três mulheres sombrias que tecem a tapeçaria do destino e são responsáveis por cortar o “fio da vida”.


Johann Heinrich Füssli, O pesadelo, 1790-1791.
Nessa obra, o artista representa os medos inconscientes que nos aparecem em forma de sonho na forma de um cavalo espectral e um animalzinho de chifres pontudos como aqueles do diabo.

E uma versão posterior…


Johann Heinrich Füssli, O pesadelo, 1781.


Justin Hart, Homenagem à Fuseli: O Pesadelo, 2012.
O artista contemporâneo Justin Hart criou uma releitura digital da obra de Füssli. Seriam as larvas uma referência aos vermes que habitam as tumbas? Quem não gosta de criaturas rastejantes vai se apavorar!


Albrecht Dürer, A Bruxa, 1500-1501.


Francisco de Goya, El Aquelarre.


Francisco de Goya, As Bruxas.
A técnica de Goya e seu uso das cores escuras são perfeitos para conferir um ar sombrio às obras.


John WIlliam Waterhouse, O círculo mágico,1886.


John William Waterhouse, Circe Invidiosa, 1892.


John William Waterhouse, A feiticeira, 1911 e 1915.


Frederick Sandys, Morgan-Le-Fay (Fada Morgana), 1863-1864.


Salvator Rosa, A sombra de Samuel aparecendo para Saul na casa da profetisa de Endor, 1668 (?).


Paul Ranson, A bruxa com o gato preto, 1893.


Carlos Schwabe, A morte e o coveiro, 1900.

E alguns contemporâneos…


Chris Mars, Thin Veil Players (algo como Músicos com véus finos), 2007.


Chris Mars, A Gathering at Witches’ Bend (algo como Um Encontro no Covil das Bruxas), 2012.
Quase todas as obras de Chris Mars, cheia de personagens retorcidos e, de certa forma, sofredores, que combinam com o Halloween. Essas duas acima fazem alusão direta à data.


Mark Sheppard, Possum de açúcar. O mesmo vale para Mark Sheppard, no instagram como @artistmarks, que adora desenhar e pintar caveiras, algumas vezes em situações bem engraçadas.


Mark Sheppard, Cemitério e carruagem, 2014.


Mark Sheppard (@artistmarks), Esqueleto em uma moldura.
Não parece que o esqueleto está espremido dentro de um caixão ?


O mágico Fabrini Crisci cria obras cheias de mistério que remetem ao universo da mágica.


Fabrini Crisci


Fabrini Crisci

Para finalizar, serei narcisista.


Eu dentro do meu próprio caixão obra de arte criado para expressar uma visão otimista da morte, tal qual a do mito grego de Eros e Psiquê.

Bibliografia/Fonte das imagens :

https://museolazarogaldiano.wordpress.com/2011/10/18/el-aquelarre-goya-mejores-pinturas-museo-lazaro-galdiano/

http://preraphaelitesisterhood.com/magic-in-pre-raphaelite-and-symbolist-art/

http://jhartillustration.blogspot.com.br/2012/05/fuseli-homage_15.html

https://museolazarogaldiano.wordpress.com/2011/09/29/mejores-pinturas-goya-museo-lazaro-galdiano-las-brujas-el-conjuro/

http://www.louvre.fr/oeuvre-notices/l-ombre-de-samuel-apparaissant-sauel-chez-la-pythonisse-d-endor

http://gallica.bnf.fr/ark:/12148/btv1b69512645

http://www.goethehaus-frankfurt.de/goethemuseum/raum-3/?searchterm=füssli

https://www.instagram.com/artistmarks/

https://www.facebook.com/ChrisMarsArt

https://www.facebook.com/FabriniCrisciArt/

Outras imagens: Wikipédia/Wikimediacommons

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