Emma Watson escolhe não usar corset no figurino de “A Bela e a Fera”

Como contemporânea da saga Harry Potter, pude vibrar com a escolha dos atores para a adaptação do livro para a telona e, ano após ano, ver o desenvolvimento físico e artístico de cada um.

O ponto alto da minha adolescência era o lançamento de um filme novo; se iria ser “igualzinho ao livro!”, se aconteceria todo o prometido… E admirar a atuação de Emma.

Mesmo dentro do ambiente atribulado (e superficial) das estrelas de Hollywood, sempre encantadora, Emma foi empoderando-se.

Por seu histórico escolar, foi chamada por grandes universidades. Decidiu seguir a vida acadêmica juntamente com a produção dos filmes, e em 2014 foi chamada a ser Embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres, – depois de envolver-se em atividades filantrópicas – encabeçando a campanha HeForShe (ele por ela, na tradução literal), que em seu primeiro discurso já conseguiu repercussão mundial.

Secretary-General Ban Ki-moon and I at Davos World Economic Forum last week #heforshe

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A sensação do momento para seus fãs está no lançamento de 17 março de 2017 – onde ela interpretará Bela, na readaptação do inesquecível “A Bela e a Fera”.

Emma já havia expressado sua admiração pelo filme, o que ajudou os produtores na escolha da atriz.

Até aí, estava bom. Mas ficou melhor.

Feminista declarada, ela então demonstrou que tinha suas próprias ideias para a interpretação da personagem, e disse em uma entrevista que não usaria espartilho (corset) em seu figurino.

Emma queria que Bela se mostrasse como uma princesa “ativa”, que não ficasse limitada por uma peça de roupa tão restritiva.

Watson trabalhou em estreita colaboração com o designer, para garantir que nenhuma peça a impediria de interpretar uma princesa que realmente faz mais do que apenas manter a mágica de um belo vestido de baile.

Esse contraste conflita claramente com as outras versões de princesas da Disney, como a Cinderela, interpretada por Lily James – que admitiu ter que fazer uma dieta líquida para caber nas roupas da personagem.

Emma deixou claro que Bela não tem tempo pra isso: Ela tem coisas para inventar e uma voz para fazer ser ouvida. (SIM!)

A mídia tem um papel gritante no diagnóstico real de transtornos alimentares, estrutura social que distorce a visão das mulheres de como devem ser ou agir – e neste momento, aplaudo de pé a atitude de Emma, que mostra, além de tudo, que um artista que questiona o mundo em que está inserido é mais que apenas notável. É necessário, urgente, corajoso.

É LIBERTADOR.

É seu direito usar a roupa que quiser, quando e como quiser. O que não pode é a sua liberdade ser tolhida pelo simples fato da “manutenção do glamour”, que aqui, se mostra fora do contexto! Isso é machismo. Ninguém é mais ou menos feminina quando usa certas roupas ou age de tais maneiras.

Reflexão: O seu sinônimo de “feminilidade” está ligado à fragilidade? Ao excesso de delicadeza, necessidade de proteção? Encontre o erro, então.

Vida longa à nossa querida Emma!

(Eu sabia que ela não nos decepcionaria!)

 

Fontes:

http://spoonuniversity.com/lifestyle/emma-watson-refusing-a-corset-for-beauty-and-the-beast?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_content=paid&utm_campaign=spoon-social&kw_share=facebook&kwp_0=280359&kwp_4=1085711&kwp_1=504976

http://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2014/07/emma-watson-e-nomeada-embaixadora-da-onu-mulheres.html

http://www.ew.com/article/2016/11/03/beauty-and-beast-emma-watson-yellow-dress

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