Mulheres do Cinema que você PRECISA conhecer!

Quanto mais nos aprofundamos na história, mais encontramos absurdos de misoginia, racismo, ódio às minorias. Mas ainda me mantenho firme na ideia de que vivemos tempos de informação vibrante, incessante. Tendo contato com diversos meios de informação há anos, fui apresentada ao feminismo muito recentemente – e seu real significado. Hoje, noto que a mídia televisiva coloca, de formas ainda que tímidas, apresentações dessas ideias de tanto poder revolucionário. Há vinte, trinta anos, isto não era possível. São tempos sofridos, concordo. Mas é do caos que nasce o progresso.

Hollywood ainda é um lugar muito machista, sendo apenas mais um reflexo do mundo. Salários menores para atrizes, cenas de prazer sexual feminino cortadas e objetificação da mulher são apenas alguns pontos. Sem contar que apenas quatro mulheres já indicadas ao prêmio de “Melhor Diretor”, em oitenta e nove anos de premiação do Oscar. Enquanto as mulheres são valorizadas de acordo com sua aparência de jovialidade – o que leva muitas a tratamentos invasivos e cirurgias plásticas – um rosto masculino mais velho é associado à experiência, maturidade.

Mas vamos falar de pessoas lindas e inspiradoras.

Segue uma lista carinhosa de mulheres incríveis, que estão atrás ou dentro das telonas.

Deepa Mehta

A indiana nacionalizada canadense é conhecida pela trilogia dos elementos: “Fogo e Desejo” (1996), “Earth” (1998) e “Às Margens do Rio Sagrado” (2005).

Graduada em Filosofia, começou realizando pequenos documentários, quando conheceu Paul Saltzman, produtor que fazia um filme na Índia, com o qual ela viria se casar e então mudar-se para o Canadá.

Hoje Deepa é casada com David Hamilton, também produtor, com quem montou a Metha-Hamilton, uma produtora independente conhecida por explorar as condições humanas em suas obras.

“Às Margens do Rio Sagrado”, teve suas gravações interrompidas na India, por tratar de tradições milenares considerados tabus. Deepa e atores sofreram intimidação por parte de hindus fundamentalistas, e o filme foi finalizado apenas quatro anos depois, no Sri Lanca.

O enredo relata acontecimentos em que a mulher é sempre alvo de sofrimento e dor, em nome de religiões e tradições arcaicas.

O trabalho de Deepa como artista, uma voz progressista sobre questões sociais e sua generosa orientação, foram muitas vezes reconhecidos. Ela recebeu vários diplomas honorários e muitos prêmios e honras. Mais recentemente, em 2013, Deepa foi nomeada Oficial da Ordem do Canadá, a mais alta honra civil do Canadá, por seu trabalho como “roteirista inovadora, diretora e produtora”.

Sofia Copolla

Vinda de uma família famosa, a filha do grande Francis Ford Coppola (“O Poderoso Chefão”) começou cedo nas telonas, mas sem grande destaque. A polêmica a seu redor começou quando ficou com o papel que seria de Winona Ryder, como Mary Corleone – recebendo o peso da crítica, que taxou sua atuação de amadora e indevidamente cômica.

Na década de 1980, teve pequenos personagens em filmes como “Peggy Sue, Seu Passado a Espera” (1987), mas foi em 1989 que chamou atenção da crítica ao co-roteirizar “Life with Zoe”, um dos episódios de “Contos de Nova York”.

Afastada de Hollywood, entrou para o Instituto de Artes da Califórnia, surgindo então seu interesse por fotografia, figurino e curtas em vídeo.

Fascinada com o romance “As Virgens Suicidas”, escrito por Jeffrey Eugenides, baseou-se na obra para dirigir e roteirizar em 1999 um filme homônimo, para então reaparecer diante da crítica, porém, vista com outros olhos. No mesmo ano, viria a se casar com o cineasta Spike Jonze.

Em 2003, na direção e roteiro do excelente “Encontros e Desencontros”, com Bill Murray, ganhou diversos outros prêmios ao redor do mundo, como o Oscar de Melhor Roteiro Original. A crítica, outrora tão cruel, teve de voltar atrás e reconhecer a qualidade do trabalho de Sofia, agora como cineasta.

A personalidade forte de uma mulher que, por mais que tenha seguido os passos do pai não vive na sombra dele, incomoda. Ela possui um jeito único de fazer filmes, misturando o sinistro, o melancólico e o doce. Seus filmes sempre possuem uma temática feminina. Na verdade, todos os filmes de Sofia são aprovados no Teste de Bedchel, teste que questiona se uma obra de ficção possui pelo menos duas mulheres que conversam entre si sobre algo que não seja um homem, ou seja, um indicativo se a obra é machista ou não.

As obras possuem personagens femininas marcantes, nada parecidas com estereótipos, assim como a própria Sofia. Além de ter dirigido seus filmes, ela escreveu o script de todos. Muito se fala de um caminho “fácil” para alcançar o sucesso, sendo filha de quem é, mesmo tendo a coragem de mudar de carreira pra se dedicar ao que realmente gostava, sabendo que aquela era uma indústria que valorizava mais os homens e mesmo sabendo que os seus filmes seriam completamente diferentes dos de seu pai. Ela já disse diversas vezes que não pede a opinião dele para seus filmes, apesar de admirá-lo muito. Sofia Coppola é um dos poucos nomes femininos reconhecidos por Hollywood que fica atrás das câmeras.

Marjane Satrapi

A iraniana Marjane, aos nove anos, testemunhou o início da Revolução Islâmica e a guerra com Iraque, sofrendo com as grandes transformações de costumes e relações sociais do Irã. Com a ditadura religiosa imposta, ela vai à Viena, onde mora durante quatro anos, voltando para cursar artes plásticas na Universidade de Teerã. Retornando à Europa, estabiliza-se em Paris, onde trabalha como artista plástica, para depois desenvolver-se como romancista gráfica, ilustradora e escritora infanto-juvenil – em 2000, começa a publicar “Persépolis”, a série de quatro livros de história em quadrinhos autobiográficos, narrando desde a sua infância, a história, os costumes, as relações familiares e sociais no Irã no período de 1978 até os anos 90. Além da história de seu país, ela nos conta a história que muitas crianças e jovens viveram nos anos 80 e 90, com toda a busca por liberdade e os gostos culturais desta época. Devido ao grande sucesso, a obra foi traduzida em vinte línguas e adaptada para o cinema, com a própria Marjane Satrapi na direção e o apoio do francês Vincent Paronnaud – e teve indicação ao Oscar. No Brasil, os quatros livros que compõem Persépolis foram publicados em um único volume pela editora Companhia das Letras.

Anna Muylaert

Anna Muylaert é uma roteirista e diretora de cinema e televisão brasileira.

(Chega mais, você que é filho dos anos 1990, olha essa heroína:)

Anna estudou cinema na Escola de Comunicação e Artes da USP. Como roteirista participou das equipes de criação dos programas “Mundo da Lua” (1991) e “Castelo Rá-tim-bum” (1995), da TV Cultura, “Disney Club” (1998), do SBT, e “Um Menino Muito Maluquinho” (2006), da TVE Brasil, além de ter escrito o episódio do Open a Door: “O menino, a favela e as tampas de panela”, dirigido por Cao Hamburger.

Como diretora, dirigiu vários curtas, entre eles “Rock Paulista”, “A origem dos bebês segundo Kiki Cavalcanti” (1996) e os longa-metragem “Durval Discos (2002) – que ganhou o prêmio de melhor filme e melhor diretor no 30º Festival de Cinema de Gramado – e, em 2009, “É Proibido Fumar” com Glória Pires e Paulo Miklos.

Em 2015, dirigiu “Que Horas Ela Volta?”, longa premiado no Festival de Sundance, nos Estados Unidos, e no Festival de Berlim, na Alemanha.

Em 2016, dirigiu “Mãe Só Há Uma”, exibido em fevereiro do mesmo ano no Festival de Berlim, vencendo o prêmio de melhor filme pelo júri de leitores da revista alemã “Männer”.

(Preciso falar mais? Meus contemporâneos de infância e juventude: Cruj, cruj, cruj, tchau!)

Audrey Hepburn

A eterna bonequinha de luxo sempre foi mais do que seu lindo rosto e silhueta esguia. Filha de família abastada, viu-se em apuros na Holanda, para onde sua mãe decidiu levá-la para fugir da Segunda Guerra Mundial. Conheceu os palcos por meio do ballet, mas quando quis ser primeira bailarina, foi rejeitada pela professora, que dissera-lhe ser muito alta para tal. Desiludida, ela decide então investir em teatro. Participava de festivais clandestinos para ajudar na renda familiar.

O papel que lhe rendeu encanto de Hollywood foi em “A Princesa e o Plebeu”, que deu a ela o Oscar de Melhor Atriz.

Audrey entrou nesta lista não apenas pelo talento como atriz, mas também por sua filantropia. Em 1987 tornou-se embaixadora da Boa Vontade na UNICEF, tocada pelo sentimento de que estava em débito com a então UNRRA, organização que precedeu a UNICEF, na época da Segunda Guerra, que prestou socorro a ela. Passou o ano de 1988 viajando e por mais de vinte países na África, Ásia e América Latina, e suas peregrinações perduraram até pouco antes de sua morte, em 1993.

A obrigação humana é ajudar as crianças que sofrem. O resto é luxo”, disse ela, em 1992, ao jornal “The Independent”.

Meryl Streep

Como falar das mulheres do cinema sem citar Meryl?  A mulher dos milhares de sotaques, das mil faces, dos mil encantos. Autêntica, carismática, brilhante e talentosa.

Mary Louise Streep, de nome artístico Meryl Streep, cresceu no estado de Nova Jersey e graduou-se em teatro dramático no renomado Vassar College, em 1971. Também foi estudante visitante de Dartmouth College e fez mestrado em Artes Dramáticas na Universidade de Yale.

A atriz tem uma coleção de premiações, contando com três Oscars, sendo dois de Melhor Atriz e um de Atriz Coadjuvante – mas na verdade, não queria falar somente do seu trabalho nas telonas.

Quero dar destaque à mulher real – esta, que arrebata o coração do público quando vem discursar maravilhosamente, como no último Globo de Ouro. Criticando Donald Trump (sem citá-lo) e o movimento crescente de xenofobia, Meryl emocionou com uma crítica comovente e elegante, dando valor histórico ao acontecimento.

Sempre que surge uma oportunidade, levanta a bandeira da igualdade, em especial pelos direitos das mulheres. Streep recebeu um doutorado honorário da escola Bloomington, prêmio por seu trabalho como um modelo humanitário em temas relacionados a direitos das mulheres e justiça social.

“O grande dom dos seres humanos é o poder da empatia.”

Viola Davis

Viola teve uma infância difícil, mas, não obstante, formou-se em artes dramáticas, e frequentou por quatro anos a prestigiada Juilliard School. Ganhou destaque na Broadway, onde conquistou dois prêmios Tony, e estreou nos cinemas com “The Substance of Fire” (1996).
Chamou a atenção de Hollywood com sua curta, porém marcante participação em “Dúvida”, quando roubou a cena de nomes mais famosos, como Meryl Streep, Philip Seymour Hoffman e Amy Adams. Conquistou sua primeira indicação ao Oscar pelo papel.

Nos anos seguintes, integrou o elenco de várias grandes produções como “Noites de Tormenta”, “Código de Conduta”, “Encontro Explosivo” e “Comer Rezar Amar”, mas sem obter o mesmo reconhecimento, até por se tratarem de produções que não foram sucesso de crítica.

Em 2011, trabalhou em dois longas indicados ao Oscar de Melhor Filme. Já em “Histórias Cruzadas”, ajuda a personagem de Emma Stone a escrever um importante livro na luta contra o racismo no sul dos Estados Unidos. (Este filme é incrível!)

No último Oscar, ganhou prêmio de melhor atriz coadjuvante com seu papel em “Fences” (“Um Limite Entre Nós”, no Brasil). (Já era hora!)

Viola nos presenteia com o melhor que uma atriz pode nos proporcionar: talento, superação, engajamento e luta.

Segue um “meme” maravilhoso que ocupou a internet toda, depois da premiação.

Kathryn Bigelow

A californiana Kathryn, primeira mulher da história do cinema a ser premiada no Oscar como melhor diretora, pelo filme “Guerra ao Terror” em 2010, superando seu ex-marido James Cameron, que no mesmo ano foi indicado à categoria pelo filme “Avatar”. Considerada pintora talentosa, estudou no Instituto de Arte de São Francisco, e é formada na Columbia Film School. Ela nos brinda com seu talento na direção de “A Hora Mais Escura”, “Estranhos Prazeres”, “K-19: The Widowmaker”, “O Peso da Água”, “Caçadores de Emoção”, dentre muitos outros.

“Se há uma resistência específica às mulheres fazendo filmes, eu simplesmente escolho ignorar isso como um obstáculo, por duas razões: não posso mudar meu gênero e me recuso a parar de fazer filmes. É irrelevante quem ou o que dirigiu um filme, o importante é se você responde a ele ou não. Deveria haver mais mulheres dirigindo; Eu acho que não há apenas a consciência de que é realmente possível. É possível.”

Alice Guy Blaché

“Minha juventude, minha falta de experiência, meu sexo… Tudo conspirou contra mim.”

Alice foi a primeira mulher a escrever e dirigir filmes de ficção e uma das mais prolíficas até hoje. Ao longo de sua vida,  trabalhou em mais de mil filmes. Pioneira da sétima arte, foi uma das primeiras a experimentar com técnicas que influenciaram diretores como Alfred Hitchcock. É creditada como a primeira diretora mulher e também uma das estudiosas de linguagens e técnicas de cinema.  A francesa começou a trabalhar na livraria de seu pai e, treinada como datilógrafa, Alice começa sua carreira como secretária na Gaumont Film Company. Em 1907 casa-se com Herbert Blache, que ao ser nomeado gerente de produção da Gaumont nos Estados Unidos, imigra com a família para o país. Em 1910, Alice e o marido, em parceria com George A. Magie, lançam o Estúdio Solax – maior estúdio pré-Hollywood da América – o qual dirigiu sozinha.

Enquanto Herbert trabalha como gerente e produção e cineasta, Alice é a diretora artística. O estúdio foi tão bem sucedido que, dentro de dois anos, foram capazes de investir cerca de cem mil dólares em novas instalações de produção tecnológicas em Nova Jersey.

Com problemas no casamento e o declínio da Costa Leste como lar do cinema em favor do clima mais propicio de Hollywood, a parceria cinematográfica também acaba.

De volta a França em 1922, embora nunca mais dirigindo nenhum trabalho, concede palestras sobre cinema e escreve romances baseados em roteiros. Em 1953 o governo francês lhe condecorou com a maior honra para um civil: a Legião da Honra. Em 1964 retornou aos EUA para ficar com uma de suas filhas e, aos noventa e quatro anos, falece, em um lar de idosos.

Como responsável pela produção, Alice mostrou um trabalho inovador na utilização de cor, som e efeitos especiais que veio a criar o considerado o primeiro filme narrativo da história do cinema: “La Fée Aux Choux” , em 1896 (“A Fada do repolho”, em tradução literal).

Hattie McDaniel

Hattie foi a mais nova de treze irmãos, e começou sua vida artística ao lado do pai e de dois deles. Após a banda se desestruturar pela morte de um dos garotos, Hattie teve uma oportunidade em 1920, em uma peça teatral. Com a quebra da bolsa em 1929, o trabalho que conseguiu foi de atendente de banheiro, numa boate para pessoas brancas. O dono temia deixá-la cantar, mas quando ela o fez, tornou-se uma das maiores atrações da casa. Cantou no rádio, numa estação de Denver. Participou de cerca de trezentos filmes, tendo seu nome nos créditos de apenas oitenta. Ganhou Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em “… E O Vento levou”, com a personagem Mammy, sendo a primeira mulher negra a conseguir tal marco. Viveu tempos sombrios de segregação racial. Chegada a época da estreia do filme que lhe rendeu o Oscar, McDaniel quase desistiu de participar, devido à ascenção recente de da Ku Klux Klan no Sul, mas foi convencida por Clark Gable a comparecer.

Sua carreira lhe rendeu duas estrelas na calçada da fama, uma pela sua contribuição ao rádio e outra pelo seu trabalho no cinema.

Fontes:

Primeiramente, meu agradecimento imensurável à Ana Greco – minha amiga de faculdade, mulher incrível que, desde que abriu seus olhinhos neste mundo, já estava lá, vendo filmes! A melhor pessoa do mundo pra indicar o filme perfeito para cada momento da vida. Ana, um beijo no seu coração! Essa lista é sua!

*Teste de Bedchel: O teste de Bechdel  questiona se uma obra de ficção possui pelo menos duas mulheres que conversam entre si sobre algo que não seja um homem. Muitas obras contemporâneas falham no teste, que é um indicativo de preconceito de gênero. Em média, filmes que passaram no teste possuíam orçamento mais baixo que outros, mas um desempenho financeiro melhor ou equivalente. Mais em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Teste_de_Bechdel

https://pt.wikipedia.org/wiki/Hattie_McDaniel

http://www.bbc.com/portuguese/internacional-39085457

http://devaneiosregi.blogspot.com.br/2012/06/alice-guy-blache-primeira-diretora-de.html

http://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-12606/biografia/

Créditos ao tweet incrível de Lucas, de Viola Davis, na imagem.

https://www.buzzfeed.com/davirocha/finalmente-o-oscar-ganhou-a-viola-davis?utm_term=.jpJL6Pwz4#.rj3gm3JDN

http://revistamonet.globo.com/Filmes/noticia/2014/01/estudo-mostra-que-atrizes-de-hollywood-recebem-salarios-menores-depois-dos-30.html

http://www.imdb.com/name/nm0576548/bio?ref_=nm_ov_bio_sm

http://www.imdb.com/name/nm0576548/bio

https://filmow.com/sofia-coppola-a25156/

http://cinefilos.jornalismojunior.com.br/sofia-coppola-o-feminino-o-underground-e-sensibilidade/

https://filmow.com/marjane-satrapi-a37264/

http://www.thebushwickbookclubseattle.com/5-facts-about-marjane-satrapi/

https://filmow.com/anna-muylaert-a40858/

http://oglobo.globo.com/ela/moda/vinte-apos-sua-morte-audrey-hepburn-ainda-um-dos-maiores-icones-fashion-de-hollywood-16953235

http://universal.globo.com/programas/whatson/materias/razoes-pelas-quais-meryl-streep-e-meryl-streep.html

http://brasil.elpais.com/brasil/2017/01/09/cultura/1483935921_665878.html

http://brasileiros.com.br/2016/02/novo-filme-de-anna-muylaert-mae-ha-uma-vence-premio-em-berlim/

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