ENTREVISTA: Conheça o viajante carioca que já esteve em 74 países

Viajar tem se tornado cada vez mais parte importante da cultura contemporânea e da geração que valoriza mais as experiências do que as posses. Porém, a paixão por conhecer outras culturas, com todas suas particularidades curiosas – algumas que beiram o incompreensível – é muito mais antiga. Desde os tempos mais antigos existiram verdadeiros viajantes, e o carioca Carlos Argento definitivamente é um deles. Em entrevista ao Artrianon, contou como começou a viajar e um pouco de suas aventuras – quando falo em aventuras, são aventuras mesmo! – pelo mundo durante mais de 30 anos, sempre registrando o que via através de fotos e vídeos. Hoje, Carlos é guia de turismo no Rio de Janeiro, unindo seu hobby ao trabalho. Conheça um pouco de sua história:

Quando você se tornou um viajante?

R. Quando tinha treze anos, sonhava em visitar os “Estados Unidos”. Aos dezoito, então, fui morar em “Nova York” para estudar inglês, o que me abriu as portas para todas as outras viagens que se seguiram. Ao morar nesta cidade tão incrível e cosmopolita, fiquei sedento por outras culturas. Estudei mais, conheci mais, e percebi que os cinco continentes do mundo tinham, cada um a seu modo, muitas riquezas culturais. Desde então não consigo mais parar.


Taj Mahal, Índia.

Em quantos países você já esteve? Quais?

R. São setenta e quatro. Repeti três, cinco, nove vezes enfim, muitas vezes voltei à estes setenta e quatro perfazendo então mais setenta e duas viagens, o que somando chega-se ao total de cento e quarenta e seis entradas em outros países.

Estados Unidos, México, Canadá, Guatemala, Costa Rica, Panamá, Bahamas, Aruba, Curaçao, Colômbia, Guiana, Suriname, Paraguai, Argentina, Chile, Peru, Bolívia, Uruguai, Venezuela, África do Sul, Botswana, Suazilândia, Zimbabué, Zâmbia, Egito, Portugal, Espanha, Inglaterra, França, Bélgica, Holanda, Alemanha, Suíça, Itália, Vaticano, Áustria, Grécia, Turquia, Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia, Rússia, Finlândia, Eslovênia, Eslováquia, República Tcheca, Bósnia, Croácia, Mônaco, Romênia, Hungria, Macedônia, Kosovo, Albânia, Montenegro, Israel, Palestina, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, índia, Nepal, China, Hong Kong, Macau, Tailândia, Myanmar, Vietnã, Malásia, Cingapura, Indonésia, Polinésia Francesa, Camboja, Brasil.


Castelo de Trakai, Lituânia.


Machu Picchu, Peru.

Quais os países que você mais gostou visitar?

R. Rússia, Myanmar, Israel, Vietnã, Itália, Grécia, Egito, Emirados Árabes Unidos, Romênia, México, Venezuela e Tailândia. Os lugares mais espetaculares do mundo dos cinco continentes são Patagônia (Argentina e Chile), Canaima National Park (Venezuela), Bagan (Myanmar), Ilhas Phi Phi (Tailândia), Zakhyntos e Meteora (ambos na Grécia), Plitvice Lakes (Croácia) e Kaieteur Falls (Guiana).


Ilhas Phi Phi, Tailândia.


Cataratas Kaieteur, Guiana.


Piazza San Marco, Veneza, Itália.

Qual foi o lugar mais longe ou complicado de chegar ao qual você já foi?

R. Longe e complicado foram o Myanmar, por ter aberto suas portas para o mundo há menos de cinco anos, Kosovo, por não ter relações diplomáticas com o Brasil e uma das únicas maneiras foi entrar pela “Albânia”, Canaima National Park na “Venezuela” por ser no meio da selva e Palestina e Camboja foram complicados também.


Templos de Angkor, Camboja.


Jerusalém.

Qual foi o lugar que mais te impressionou? Por quê?

R. Acho impossível citar apenas um. Em belezas naturais foram “Torres del Paine National Park” na “Patagônia Chilena”, “Salto Angel” no “Canaima National Park ” “Venezuela”, a praia “Navagio” na ilha de “Zakhyntos” na “Grécia. Em belezas arquitetônicas foi “Bagan” no “Myamar” com seus dois mil e trezentes templos, os mosteiros suspensos de “Meteora” na “Grécia” e as ruínas da cidade maia de “Tikal” na “Guatemala”.

Houve algum momento difícil ou perigoso durante alguma das suas aventuras?

R. Quase fui morto por uma mamãe-elefante ciumenta quando me aproximei de seus filhotes na “Zâmbia”, região de savana africana. Quanto estive no “Nepal”, terroristas “maoístas” sequestravam turistas e explodiam bombas diariamente. Na “Palestina”, havia uma tensão latente com seu vizinho e inimigo histórico “Israel” impedindo a passagem de pessoas pelas fronteiras. Ainda assim, passei, correndo enorme risco de vida. Quando tentei o visto da “Bósnia” quando ainda estava na vizinha “Eslovênia”, me foi negado. Ainda assim, entrei ilegalmente. Perceberam, prenderam-me e o comandante então fez-me uma pergunta: “E agora, o que faço com você?”. Isto em minha opinião foi realmente bastante tenso. Ingenuamente, andei pelas ruas de “Skorpje”, capital da Macedônia” vestindo uma camisa com a bandeira da “Albânia”, pois havia visitado o país há poucos dias. Não sabia que tratam-se de povos arqui-inimigos. Tentaram então prender-me por acharem que era um imigrante ilegal do país vizinho, agrediram-me verbalmente nas ruas e nos estabelecimentos comerciais era maltratado sem saber a razão. Por último, a viagem de ônibus noturno que fiz entre “Botswana” e “Zimbábue”. Tentaram roubar-me e molestar-me várias vezes. Graças a um nativo que defendeu-me, saí ileso.

Há algum lugar que você não recomenda que as pessoas visitem?

R. A Macedônia vestindo a camisa da Albânia (risos). Brincadeiras à parte, “Caracas”, capital da Venezuela, “Cidade da Guatemala”, capital da “Guatemala”, “Johannesburg” na “África do Sul” e todo o “Zimbábue” com exceção de “Victoria Falls” (um paraíso).


Cabo da Boa Esperança, África do Sul.

Qual foi o impacto das viagens na sua vida?

R. As viagens me motivam, me impulsionam a seguir adiante. Só acordo todos os dias para trabalhar por que sei que existem viagens maravilhosas a me esperar. Perdi algumas pessoas queridas e o que me livrou da depressão foram as viagens. E o que há de mais importante na minha vida, o que me renova, o que me prepara para todos os percalços diários da vida estressante que levamos.


Cairo, Egito.


Torre Eiffel, Paris, França.

Convencidos a fazer as malas e escolher um destino?

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