Di Cavalcanti #artistasbrasileiros

Obra-prima do modernismo, consumida pelo fogo
Afresco de 1925

Emiliano Augusto Cavalcanti Albuquerque e Melo, afamado Di Cavalcanti. Desde a mais tenra idade esteve envolvido em meio a um poço de cultura. Sua família prezava por seus estudos, e além disso, se preocupava com o seu conhecimento cultural, influenciando-o, desde cedo, a ouvir músicas clássicas, apreciar arte e ler muito. No começo de sua carreira foi muito famoso por ilustrar revistas, livros e cartazes e, logo em seguida, Di Cavalcanti foi tomando consciência do contexto em que estava inserido e o rumo que a arte de seu país, respaldada por conceitos elitistas, se encontrava.

A característica peculiar de Di Cavalcanti era que ele pintava o Brasil, com cores vivas e bastante luminosidade, representava a sensualidade brasileira e suas tradições, o período da “belle époque” passou despercebido às suas obras, ele fez viagens que influenciaram a sua arte, mas o assunto continuava a ser o mesmo, ele compunha imagens que retratavam as singularidades brasileiras, pintava as variedades de frutas, festas, pescadores, paisagens, momentos do cotidiano de um brasileiro, as tão amadas mulatas e um dos temas mais queridos pelo pintor, era o carnaval.

Di Cavalcanti: 9 obras para compreender o artista - Cultura Genial
Cinco moças de Guaratinguetá (1930)

Em suas viagens para Europa, teve contato com Picasso, Braque e a arte de vanguarda, cubismo e expressionismo, e essas foram as novas formas que tomaram sua obra – Di Cavalcanti estava colocando a arte brasileira em sintonia com o mundo. Surgiram mais cores, mais formas e cada vez mais ele foi acurando seu estilo sem perder a essência.

Di Cavalcanti teve participação crucial na “Semana da Arte Moderna” de 1922, ele foi um dos idealizadores do evento, junto a nomes como Mário de Andrade e Villa-Lobos. Justamente pelo contato com a vanguarda e a preocupação com a direção em que o tradicionalismo estava levando a arte, é que foi pensada a semana de 22, uma semana que de início foi um grito no abismo, mas que, posteriormente, teve sucesso inegável e a qual a grandeza e tamanha imparidade ecoa até os dias de hoje…

Quadro Mulheres com frutas, de Di Cavalcanti exibe mulheres deitadas com frutas ao redor em tons de rosa
Mulheres com frutas (1932)

Ao lado de artistas como Anita Malfatti e Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti representa o Brasil mundo a fora, e suas milhares de pinturas espalhadas pelos quatro cantos, são leiloadas a preços relevantíssimos. Ao deixar essa vida em 1976, o pintor não deixou somente obras, mas, um exemplo de que a arte pode ser reinventada, assim como nós.

Fonte:

Comentário baseado em aulas do curso de Artes Visuais do Centro Universitário de Maringá (Unicesumar), 2015.

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